Ano VI, Edição XXVII, 28 de abril de 2019
A Polícia Ticuna se reúne durante os dias 27 a 29 de abril na Comunidade Filadélfia para planejar estratégias de combate ao narcotráfico, parcerias e a ativação de novas sedes da polícia indígena na região, e planos para combater o consumo de bebidas alcoólicas, tráfico de drogas e homicídios na comunidade.
Os guardas se reúnem anualmente que, desde a recriação, não precisaram usar os cacetes, pois gozam do respeito mesmo de quem é contrariado pelas ações. A comunidade garante que desde a volta dos seguranças as noites têm sido bem mais tranquilas nas ruas das comunidades ticuna.
Estiveram presentes representantes da Polícia Militar de Tabatinga, Polícia Civil, Exército Brasileiro e Polícia Federal.
O evento conta com o apoio do Distrito Sanitário Especial da Saúde Indígena do Alto Rio Solimões - DSEI ARS e Fundação Nacional do Índio - FUNAI.
Quem são os Ticuna?
O povo indígena Ticuna, que se autodenomina Magüta, habitam também territórios da Colômbia e do Peru. Possuem uma língua própria, considerada isolada, ou seja, não possui tronco linguístico comum a outros idiomas indígenas.
Apesar da história de contato com a sociedade não indígena ser antiga e violenta, com ataques e invasões de suas terras, somente na década de 90 do século 20 é que a maioria de seus territórios foi demarcada. Os Ticuna também vivenciaram um período de forte avanço de missões religiosas e de grupos considerados messiânicos, especialmente na primeira metade do século passado e cujo legado permanece até hoje nas comunidades.